Villa Urquiza é um bairro do norte de Buenos Aires no qual, em meados dos anos 40, se desenvolveu o “Estilo Urquiza”. O criador e mais importante representante deste estilo foi Luis "Milonguita" Lemos, oriundo de uma zona chamada "la Siberia de Villa Urquiza", onde existe actualmente o Club Sim Rumbo também conhecido por "La Catedral del Tango".

 

É uma forma de bailar o tango, caracterizada pela suavidade do movimento, pausas, giros, agulhas, enrosques e lápis elaborados com elegância e respeitando sempre a musicalidade. Bailar ao piso é também uma condição essencial deste estilo. Nos anos seguintes vários bailarinos, impulsionados por esta nova forma de bailar, foram dando o seu contributo, consolidando um estilo, hoje conhecido pelo nome do bairro onde nasceu.

José Brahemcha “El Turco” José produziu no repertorio coreográfico, a abertura para uma nova possibilidade de caminhar acariciando o solo. Miguel Mansini deu-lhe uma clara definição do uso dos ganchos. Juan Luna foi o modelo da milonga sem traspie dançada em Villa Urquiza. Mozzi “El Nene Fó”, dedicou-se simplesmente a escutar a música e à elegancia da caminhada. Gerardo Portalea, "Finito" Ramón Rivera, "Lampazo" Jose Vazquez, Virulazo, Miguel Balmaceda, Miguel Mancini, Reinaldo Devila, Edgardo Clemente "Perita" e outros, foram bailarinos importantes no desenvolvimento deste estilo.


Villa Urquiza soube ganhar o coração de famosos autores de tango e de “porteños de buen porte y estilo refinado, capaces de salir a la pista a dar cátedra”. Enrique Cadícamo deliciou-se com bailarinos dos clubes Sin Rumbo e Sunderland, ao ponto de os homenagear com o tango “Villa Urquiza": "… Academia del gotán con Gerardo Portalea / agachado y compadrito, viene el Negro Lavandina con un 8 y una mina que es una barbaridad / se va por un compromiso Don Benito Avellaneda pero Finito se queda pa' sacar viruta al piso".


A sensibilização dos corpos para a suavidade e comunicação dentro do baile, compôem um jogo permanente de perguntas e respostas entre o par.
Na certeza que haverá tantos estilos quantos os bailarinos, é, na minha opinião, a qualidade do movimento, o respeito pela musicalidade e uma mistura de subtilezas e complexidades na relação do bailarino com o solo, que tornam o “Estilo Urquiza” único e encantador.

 por Fernando Jorge 

 (parte das informações foram colhidas em:  http://tango.urquiza.com  

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